Dois
chapéus...
Para Cadu e Rê (em
ordem alfabética)
Um panamá e um fedora...
Vistosos, europeus, alvissareiros,
Limpos, macios, finos, perfumados.
Um dentro do outro, encarnados,
Metidos, copulados, introduzidos
Um noutro.
Dois chapéus, cúmplices,
Imagem de amor,
De sexo ardente, profano e profundo.
Dor e sabor, prazer lambuzado,
saciado e por vir.
Esperança nos olhos...
Cruzam os olhares, buscam a certeza em
si mesmos,
Na troca que só lhes cabe.
A todo instante, brindam com sinais
delicados, silenciosos e discretos,
Da alma, do coração.
Escorpio,
intenso, sensual, viril e panamá.
Aquarius,
idealista, livre, objetivo e fedora.
Contrários, completos, dispostos, românticos.
Quem poderá traduzi-los?
Trocam confidências na sintonia do
silêncio.
Atentos e atônitos.
Ansiosos e provocadores.
Vassalos e senhores.
Troca-troca, troca e destroca,
xeque-mate!!!!
Dois chapéus fundidos
Ilhados
Dançarinos bêbados no meio da
multidão
Fartam-se de confetes e champanhe
Embriagam-se em demasia e dançam nus
no salão.
Dois chapéus em si, na mesa,
Perto das flores que os decoram.
Um panamá e um fedora.
Dois num.
Chapéus na mesa, no turbilhão.
Dois chapéus simples assim.
Agora, panamá e fedora fecham discretamente
a porta do quarto.
É a hora de mais um gozo em homenagem
à vida.
Carlos Villarruel (20 de outubro
de 2011)
Como foi gratificante.....
ResponderExcluirAdorei!